Frase do dia

Sem dúvida, o cenário é outro, mas também há um certo anacronismo. Somos agora um país que tem ideólogos, que tem guru… E esse guru, Olavo de Carvalho, tem seguidores entusiasmados, entre eles um assessor internacional da Presidência. Soa ridículo

Historiador Carlos Guilherme Mota, para quem governo Bolsonaro tem “um certo anacronismo” mas presença de militares “nada traz dos traços autoritários de 64″ comentar

22 de janeiro de 2019, 16:47

BRASIL Luiz Antônio Bonat deve ser o novo juiz da Lava Jato em Curitiba

Foto: Reprodução/JFPR

Juiz Luiz Antônio Bonat

O juiz federal Luiz Antônio Bonat não gosta de holofotes. Mais antigo da lista de magistrados inscritos para ocupar a vaga de Sérgio Moro, como titular da 13.ª Vara Federal de Curitiba, Bonat assumirá o posto e os processos da Operação Lava Jato – se não desistir até esta quinta-feira, 24, prazo final – em fevereiro. É quando o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) – que abrange Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – oficializa a mudança. Bonat – como é conhecido entre os colegas – é titular da 21.ª Vara Federal, em Curitiba. Você pode nunca ter ouvido falar do nome, mas o juiz é figura das mais conhecidas e respeitadas a Justiça Federal do Paraná. Magistrado há 25 anos, Bonat foi servidor da Justiça antes de receber a toga, em 1993, nos tempos em que não havia varas especializadas em lavagem de dinheiro, processos eletrônicos, nem divisão de setores criminal e cível. Especialista em Direito Público, Bonat tem experiência na área criminal – apesar de atualmente lidar com outros tipos de processos. Formado em Direito em 1979, atuou na 1.ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, na 3.ª Vara Criminal Federal de Curitiba e na 1.ª Vara Federal de Criciúma (SC). É desse período como juiz em Criciúma decisão histórica de Bonat, em que pela primeira vez deu uma condenação criminal contra uma empresa (pessoa jurídica). O caso envolvia extração ilegal em área de preservação ambiental permanente no interior de Santa Catarina e ele condenou criminalmente os donos (pessoa física) e a empresa. “Acontece que os tempos evoluíram e o aperfeiçoamento tecnológico e o sistemático descaso de todos fez com que surgissem novas infrações, decorrentes de agressões ao meio ambiente, inclusive e de modo especial aquelas ligadas às atividades econômicas”, justificou Bonat, à época. Metódico. O futuro juiz da Lava Jato tem perfil distinto de Moro, quando o assunto é relação com a imprensa, manifestações públicas e participação em palestras e eventos. De uma geração mais antiga de magistrados, Bonat é daqueles que “só se manifestam nos autos”. Cerimonioso e metódico, são raras entrevistas e imagens sua. Em 2013, Bonat falou em um vídeo institucional comemorativo dos 45 anos da Justiça Federal no Paraná. “Eu colocaria a Justiça Federal como parte da minha família”, disse.

Estadão

22 de janeiro de 2019, 16:30

BRASIL Governo promete reduzir em 30% número de cargos na Secom, diz porta-voz

O governo do presidente Jair Bolsonaro promete reduzir em 30% a quantidade de cargos na Secretaria Especial de Comunicação (Secom), afirmou terça-feira, 22, o porta-voz Otávio Rêgo Barros. A intenção, de acordo com ele, é promover a reestruturação para resultar em redução de gastos na estrutura do governo. A nova estrutura da Secom deve ser oficializada a partir do dia 30 de janeiro. Integrantes do governo já falaram sobre a intenção em promover cortes na secretaria e um “pente-fino” nos contratos, que envolvem comunicação institucional, publicidade e comunicação digital. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada no último dia 16, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, avaliou que administrações passadas puseram a comunicação a serviço de um “projeto de poder” e anunciou a revisão de todos os contratos da área, estimados em até R$ 400 milhões apenas na Secom.

Estadão Conteúdo

22 de janeiro de 2019, 16:13

BRASIL Promotores ouvem João de Deus pela terceira vez

O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus

Promotores do Ministério Público de Goiás (MPGO) voltaram, hoje (22), ao Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiânia, para colher um novo depoimento do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. Acusado pelo MP estadual dos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude, João de Deus está preso, em caráter preventivo, desde 16 de dezembro. Baseado nos depoimentos e elementos apresentados por dezenas de mulheres que se apresentam como vítimas do médium, os promotores goianos já apresentaram duas denúncias contra o médium. Hoje (22) foi a terceira vez que João de Deus prestou depoimento ao MP. Os promotores Gabriella de Queiroz e Paulo Penna Prado chegaram ao Núcleo de Custódia por volta das 9h e saíram perto das 10h30. O depoimento girou em torno de casos não incluídos nas duas primeiras denúncias e que podem vir a embasar uma nova acusação contra o médium. Entre as várias mulheres que afirmam ter sido molestadas por João de Deus durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, há quem afirme ter sofrido abusos sexuais quando criança ou adolescente. No último dia 15, ao apresentarem a segunda denúncia contra o médium, os promotores estaduais disseram haver evidências de que o médium violou sexualmente várias mulheres diante de outras pessoas que acompanhavam as sessões de atendimento espiritual que aconteciam no centro espírita. A primeira denúncia foi apresentada pelos promotores que integram a força-tarefa do MPGO no dia 28 de dezembro e aceita pela Justiça estadual em 9 de janeiro. A reportagem procurou os advogados do médium, mas ainda não teve respostas.

Agência Brasil

22 de janeiro de 2019, 16:01

BRASIL Enem 2018: Mulheres são 76% das notas 1000 na redação

Dos 55 participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 que atingiram a nota 1000 na redação, 42 são do sexo feminino e 13, do sexo masculino. Elas representam 72%. No Distrito Federal, no Pará, no Rio Grande do Norte, no Ceará e em Sergipe, por exemplo, somente mulheres atingiram nota 1000 na redação. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixiera (Inep) divulgou um levantamento inédito com a origem, o sexo e a idade dos 55 participantes que alcançaram a nota máxima na dissertação. Do total dos candidatos, 33 são da região Sudeste, sendo 14 de Minas Gerais e 14 do Rio de Janeiro. Há ainda quatro de São Paulo, das cidades de Cotia, Franca, Pederneiras e Rio Claro. A região Nordeste tem 14 dos melhores textos, com representantes das cidades de Fortaleza (CE), Santa Quitéria (CE), Imperatriz (MA), Guarariba (PB), Teresina (PI), Natal (RN), Ipanguaçu (RN) e Aracaju (SE). As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam nesta terça-feira, 22, e vão até as 23h59 da sexta-feira, 25. Para a edição do primeiro semestre de 2019, serão ofertadas 235.476 vagas em 129 instituições de ensino superior de todo o País, segundo o Ministério da Educação (MEC). O processo seletivo, aplicado desde 2010, é o mecanismo utilizado por universidades públicas para oferecer vagas a estudantes que realizaram o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Além de ter feito a edição de 2018 do exame, os candidatos precisam ter alcançado nota superior a zero na prova de Redação. Para a edição do primeiro semestre de 2019, serão ofertadas 235.476 vagas em 129 instituições de ensino superior de todo o País. Saiba aqui tudo sobre o cronograma e inscrições do Sisu 2019.

Estadão Conteúdo

22 de janeiro de 2019, 15:44

ECONOMIA Arábia Saudita habilita 25 exportadores brasileiros de carne de frango

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters/Direitos reservados

Os 25 estabelecimentos comerciais responderam, no ano passado, a 63% do volume das exportações brasileiras de carne de frango

A Arábia Saudita habilitou 25 estabelecimentos brasileiros, localizados em distintas regiões do país, como exportadores de carne de frango para aquele país. A autorização é resultado de uma missão de especialistas sauditas que veio ao Brasil há três meses e visitou frigoríficos, fazendas e fábricas de ração. Os 25 estabelecimentos comerciais responderam, no ano passado, a 63% do volume das exportações brasileiras de carne de frango – porcentagem que correspondeu a 437 mil toneladas – para a Arábia Saudita. Ontem (21) o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) tomou conhecimento do relatório publicado pelo serviço sanitário da Arábia Saudita. De acordo com a assessoria de imprensa do Mapa, o relatório está sendo examinado para que os estabelecimentos sejam informados, em detalhes, sobre as recomendações encaminhadas pelos sauditas.

Agência Brasil

22 de janeiro de 2019, 15:27

BRASIL Defesa de Queiroz repudia tentativa ‘espúria’ de vincular ex-assessor a milícia

Foto: Reprodução

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL)

A defesa do ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz divulgou nota afirmando que “repudia veementemente qualquer tentativa espúria de vincular seu nome a milícia no Rio Janeiro”. Uma operação da Polícia Civil e Ministério Público do Rio prendeu nesta terça, 22, o ex-capitão da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega acusado de comandar uma milícia no Estado. A mãe do ex-policial Raimunda Veras Magalhães, foi mãe empregada no gabinete de Flávio. Em nota, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro disse que a servidora foi contratada por indicação de Fabrício Queiroz investigado pelo Ministério Público Estadual após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas em conta bancária do ex-assessor de Flávio. Raimunda aparece no relatório do Coaf por ter repassado R$ 4.600,00 para a conta de Queiroz. A defesa de Queiroz também reclamou que dados sigilosos foram obtidos “de forma ilegal” e de “sua divulgação na imprensa”, em prática que, segundo o advogado Paulo Klein, “constitui verdadeira violação aos direitos básicos do cidadão, como também uma grande desumanidade, considerando seu estado de saúde”. Queiroz se trata de um câncer. “De outro lado, (a defesa) registra ainda que, embora tenha requerido (ao Ministério Público) em três oportunidades, as referidas informações ainda não foram disponibilizadas e para sua total surpresa e indignação vêm sendo vazadas diariamente com caráter sensacionalista”, disse o advogado.

Estadão Conteúdo

22 de janeiro de 2019, 15:05

BRASIL ‘A corrupção é causa de morte social’, diz Raquel Dodge

Foto: Antonio Augusto/Secom/PGR

A procuradora-geral Raquel Dodge

A procuradora-geral disse nesta terça, 22, que ‘a corrupção é causa de morte social’. “Ela (a corrupção) fere a integridade do tecido social, ela deteriora a confiança nas relações humanas e das pessoas em relação às autoridades governamentais”, disse a chefe do Ministério Público Federal. Durante a abertura do 3.º Fórum Jurídico sobre Combate à Corrupção, em Brasília, Raquel fez um alerta dramático. “Ela (a corrupção) mistura a coisa pública e a coisa privada”, seguiu. “A corrupção inibe o crescimento econômico, dificulta o desenvolvimento, perpetua ciclo de pobreza, desestabiliza governos, mina a confiança nas instituições e na própria democracia.” Anfitriã do evento, a procuradora-geral disse que nas eleições de outubro de 2018 a população expressou sua intolerância à corrupção, que, de acordo com ela, é pauta prioritária da sociedade brasileira. Raquel afirmou que ‘os brasileiros buscam respostas mais eficientes e eficazes para combater a corrupção de verbas públicas no País’. “Nas últimas eleições, a população brasileira deu uma resposta, manifestou-se nas urnas de uma forma que expressou claramente a sua intolerância à corrupção e o seu anseio de construirmos uma sociedade mais íntegra e mais honesta”, afirmou. Raquel alertou. “No Brasil e em todo o mundo, a corrupção inibe o crescimento econômico, perpetua o ciclo de pobreza, mina a confiança nas instituições e na democracia e ao longo da história abriu espaço para grupos perigosos e organizados para a prática de crimes.”

Estadão

22 de janeiro de 2019, 14:49

BRASIL Mourão diz que repercussão do caso de Flávio se dá pelo sobrenome

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Hamiltão Mourão está como presidente em exercício enquanto Jair Bolsonaro (PSL) viaja a Davos

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, declarou nesta terça-feira, 22, que o “único problema” do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) é o sobrenome. Filho do presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar é citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que detectou movimentações financeiras atípicas, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, em contas bancárias de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio. “O único problema do senador Flávio qual é? Sobrenome, né?”, disse Mourão, ao ser perguntado sobre o caso. Inicialmente, o presidente em exercício destacou que se distanciaria de comentar as polêmicas envolvendo o parlamentar. “Este assunto, meu amigo, estou fora já dele.” Questionado se as movimentações financeiras também seriam um problema, o presidente em exercício citou que há outros parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado que também são investigados na esfera cível por suspeita de improbidade administrativa. “Há essa repercussão toda pelo sobrenome dele, assim como tem mais outros 25 deputados que são investigados por problemas similares.” Para Mourão, é preciso aguardar as investigações e a Justiça. Ele não quis comentar a informação do jornal de que o senador eleito empregou, em seu gabinete , a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, um dos alvos da operação que busca apreender suspeitos de terem participado do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). “Não compete a mim analisar, ok? O governo está tranquilo, este não é um fato que nos interesse por enquanto. Quando passar a interessar, será divulgado quando for necessário.”

Estadão

22 de janeiro de 2019, 14:35

BRASIL Liderada por PT, oposição tenta formar bloco único na Câmara

Foto: Estadão conteúdo

O plenário da Câmara dos Deputados Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Parlamentares do PT se reuniram na manhã desta terça-feira, 22, com integrantes do PSOL e do PSB para discutir a formação de um bloco único de oposição na Câmara dos Deputados. A intenção dos três partidos é tentar ampliar o grupo com o PCdoB, PDT e Rede. A expectativa, no entanto, é que uma oficialização do bloco só ocorra na semana que vem. Os comunistas e os pedetistas, no entanto, já sinalizaram que podem apoiar a reeleição do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele conta com o apoio do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro. O movimento das duas siglas rachou o bloco que havia sido formado anteriormente entre as duas siglas e o PSB. “Não há a menor chance do nosso partido se alinhar a Maia. Isso está descartado. Ele é o candidato de Bolsonaro e nós temos que honrar a nossa condição de oposicionistas”, afirmou Carlos Siqueira, presidente do PSB, após a reunião. “Isso é fundamental para fazermos um enfrentamento firme do governo Bolsonaro que já está mostrando que não tem capacidade de sustentação pelo que está acontecendo em relação ao seu filho”, afirmou a deputada eleita e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (RS), em referência às denúncias contra o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. PT, PSB e PSOL reúnem cerca de 98 deputados. Se o PCdoB, o PDT e a Rede se unirem ao bloco, ele poderá chegar a 135 parlamentares. Apesar dos esforços, integrantes do PT já sinalizaram que podem trair o movimento e apoiar Rodrigo Maia. A votação para a presidência da Câmara é secreta e será realizada 1º de fevereiro. Para o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), é preciso tentar unir ainda mais a oposição, que poderá atuar para barrar o avanço de pautas que sejam consideradas como retrocessos ou que avancem sobre questões econômicas rejeitadas pelos partidos de esquerda. Valente acredita que o desgaste político que o governo está enfrentando por causa das denúncias contra Flávio Bolsonaro podem ser um fator de união entre estes partidos.

Estadão Conteúdo

22 de janeiro de 2019, 14:18

BRASIL Bolsonaro diz que vai trabalhar para o Brasil ser exemplo para o mundo

Foto: Reuters/Arnd Wiegmann/Direitos Reservados

Jair Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial em Davos

Em discurso “curto” e “objetivo” como havia anunciado, com duração de 6 minutos e 36 segundos, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou hoje (22), no Fórum Econômico Mundial, em Davos na Suíça, os compromissos de campanha. Ele destacou a determinação de abrir a economia, atrair investidores, fazer reformas, diminuir o peso do Estado e combater a corrupção. “Representamos um ponto de inflexão.” Bolsonaro citou três de seus ministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Paulo Guedes (Economia) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). Após o discurso, ele respondeu a perguntas dos organizadores do fórum sobre preservação do meio ambiente e desenvolvimento econômico, combate à corrupção e crescimento da América Latina. O presidente se comprometeu a colocar o Brasil “no ranking dos 50 melhores países para se fazer negócios”, atrair capital estrangeiro, explorar recursos naturais, fazer as reformas tributária e da Previdência Social, investir em educação, incentivar turismo e manter a sustentabilidade do agronegócio. “Avançar na compatibilização entre a preservação do meio ambiente e da biodiversidade com o necessário desenvolvimento econômico.”

Agência Brasil

22 de janeiro de 2019, 14:00

BRASIL Tendências: Bolsonaro acerta em destacar abertura e ajuste, mas faltou detalhar

O analista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, acredita que o presidente Jair Bolsonaro acertou nas questões que escolheu para destacar em seu discurso em Davos, como a abertura comercial e o ajuste fiscal, mas avalia que ele poderia ter sido um pouco mais incisivo nas medidas que pretende adotar para atingir esses objetivos. “Do ponto de vista de diagnóstico, o discurso foi na direção correta. Não houve erro grosseiro. Pelo contrário, teve capacidade de sintonizar o discurso com agendas que de fato representam uma preocupação, que são atributos importantes para um país que deseja atrair poupança externa e integração econômica”, disse Cortez. Bolsonaro, no entanto, poderia ter explicado como pretende atuar acredita o analista. “Houve pouca ambição na descrição”, disse. De qualquer forma, considera que é natural o presidente se estender pouco na agenda econômica, uma vez que discursar sobre esse tema “não é o forte” dele.

Estadão Conteúdo

22 de janeiro de 2019, 13:43

BRASIL Procuradoria defende ação da Zelotes contra deputado na 1.ª instância

Foto: Luis Macedo/ Câmara dos Deputados

O deputado federal Afonso Motta (PDT-RS)

Em manifestação enviada ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República defendeu que as investigações contra o deputado Afonso Antunes da Motta (PDT-RS) no âmbito da operação Zelotes sigam na 10.ª Vara Federal de Brasília. A manifestação destaca o novo entendimento da Corte sobre o foro privilegiado. Nesta segunda, 21, a Procuradoria adotou a mesma linha de manifestação ao defender a manutenção em primeiro grau judicial de ação penal contra o deputado Marcos Reategui (PSD), do Amapá, réu por peculato e organização criminosa – crimes que teria praticado, segundo a acusação, quando não exercia o mandato na Câmara. No caso de Afonso da Motta, a Procuradoria se posiciona pelo indeferimento de um recurso da defesa do parlamentar contra decisão do STF, que remeteu a apuração do caso para a primeira instância da Justiça Federal em Brasília. Motta teria participado de negociações junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Para a PGR, ‘revela-se patente a tentativa do embargante de arrastar a tramitação do feito, de modo a impedir a sua remessa para o devido processamento’. A Procuradoria destaca o risco de prescrição dos crimes apurados e afirma que o exame das diligências deve ser feito pela primeira instância que, por prevenção, é a 10.ª Vara Federal do Distrito Federal. A reportagem entrou em contato por email com o gabinete do deputado Afonso Motta, o qual afirmou que “essa investigação corre em segredo de justiça.”

Estadão

22 de janeiro de 2019, 13:27

BAHIA Pesquisa monitora desempenho da hotelaria em zonas turísticas baianas

Técnicos da Secretaria do Turismo do Estado atuam na mobilização dos meios de hospedagem da Bahia para intensificar a participação na pesquisa de Sondagem Empresarial desenvolvida nacionalmente pelo Ministério do Turismo. Trata-se da quarta e última etapa do estudo referente ao desempenho econômico do setor no ano de 2018. Os dados serão base para o desenvolvimento de políticas de fortalecimento do turismo. O prazo para responder ao questionário vai até o final de janeiro. Na última fase dessa pesquisa, que monitora o desempenho no segmento de hotéis e pousadas, o MTur coletou dados de 719 empreendimentos de todo o país. Na Bahia, 105 empresas participaram, apresentando as suas informações. As categorias pesquisadas também incluem resorts e acampamentos turísticos. Dentre os itens apurados no levantamento estão número de empregados, faturamento, gasto do turista no destino e demanda por serviços ofertados pelo meio de hospedagem. “Este diagnóstico é importante para o aperfeiçoamento de ações estratégicas em desenvolvimento nas esferas estadual e nacional. Visa produzir avanços permanentes na qualidade dos serviços aos visitantes, a cada ano, mais exigentes”, afirmou o subsecretário do Turismo da Bahia, Benedito Braga. O apoio da Setur proporcionou, nas etapas anteriores, maior participação do empresariado baiano, observou. “Foi possível obter ampla coleta de dados e assegurar aos pesquisadores um extenso recorte relativo à Bahia. O volume significativo de informações corresponde à expressividade no turismo no Estado e já constitui um item à parte na última fase da pesquisa. Nossa expectativa, agora, é novamente conseguir excelente resultado”, disse o subsecretário. No cenário do terceiro trimestre de 2018, divulgado no último mês de novembro, a Bahia teve destaque. Em relação à pretensão de investimentos, por exemplo, 68,3% dos empresários baianos relataram que farão aportes no negócio no prazo de seis meses. No Ceará, o percentual foi de 60,7% e em toda a região Nordeste a intenção de investir até maio é de 66,2%. Para saber mais acesse http://www.dadosefatos.turismo.gov.br/sondagem-empresarial.html.

22 de janeiro de 2019, 13:11

BAHIA Governo baiano economiza R$ 4,73 bilhões de 2015 a 2018

Foto: Ivan Erick

O secretário da Fazenda, Manoel Vitório

A política de controle de gastos do governo baiano encerra o período 2015-2018 com uma marca histórica: a economia real de R$ 4,73 bilhões em despesas de custeio, ou seja, aquelas relacionadas aos gastos com a manutenção da máquina pública, a exemplo de água, energia e material de consumo. O resultado leva em conta a inflação do período e reflete o trabalho voltado para a Qualidade do Gasto, desenvolvido pela Secretaria da Fazenda desde 2015. O dinheiro economizado, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), ajudou a preservar o equilíbrio das contas e a ampliar os investimentos públicos. Destaque do Modelo Bahia de Gestão – como foi batizado o conjunto de iniciativas implementadas pelo governador Rui Costa com o objetivo de garantir a qualidade do gasto público e a capacidade operacional do Estado -, a criação da Coordenação de Qualidade do Gasto Público, sediada na Sefaz, integrou a reforma administrativa promovida pelo atual governo em 2015. O governo também extinguiu dois mil cargos públicos e cortou de quatro secretarias, entre outras medidas. O cálculo da economia real tomou por base a despesa do Estado com custeio da máquina pública em 2014, que foi de R$ 6,46 bilhões. A cada ano subsequente, este valor foi corrigido com base na inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), e comparado com o que foi efetivamente gasto. Em 2015, primeiro ano de atuação da Sefaz-Ba no monitoramento do custeio, as despesas somaram R$ 6,19 bilhões, enquanto o gasto do ano anterior corrigido chegou a R$ 7,15 bilhões: a economia real foi de R$ 955,8 milhões. Nos anos seguintes, foram economizados, considerando-se o mesmo cálculo, R$ 1,42 bilhão (2016), R$ 1,11 bilhão (2017) e R$ 1,24 bilhão (2018). O trabalho consiste no monitoramento permanente das despesas. O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, ressalta que a economia obtida significa uma reversão importante, já que o padrão histórico de evolução das despesas de custeio pelo Estado nas últimas décadas vinha sendo o de crescimento equivalente à inflação ou acima desta. De acordo com Vitório, a política de controle dos gastos é peça fundamental da estratégia do Governo do Estado para assegurar o equilíbrio fiscal. Ele lembra que a Bahia, em contraste com o cenário de crise em vários governos estaduais, segue pagando os salários dos servidores nas datas previstas, está em dia com os fornecedores e mantém os serviços públicos operando normalmente. Além disso, o Estado tem a sua dívida sob controle e manteve-se, nos últimos quatro anos, em terceiro lugar no país em volume de investimentos, atrás apenas de São Paulo, que tem orçamento bem maior, e do Rio de Janeiro, que teve forte ajuda do governo federal nos investimentos relacionados à Olimpíada 2016. Neste quesito, as obras de infraestrutura costumam ser as que mais chamam a atenção, incluindo o metrô e as novas vias estruturantes na capital e na Região Metropolitana de Salvador e as estradas e obras contra a seca no interior. Mas o levantamento feito pela Sefaz-Ba identificou um indicador relevante de qualificação do gasto nos últimos quatro anos nas secretarias de Saúde, Educação, Segurança e Administração Penitenciária, que atuam em todo o território estadual e por isso demandam altos custos operacionais: nessas áreas, enquanto os gastos com custeio cresceram 29%, os investimentos ampliaram-se em 124%.

22 de janeiro de 2019, 12:57

BRASIL Banco do Brasil é considerado o mais sustentável do mundo

O Banco do Brasil foi considerado a instituição financeira mais sustentável do mundo e está entre as top 10 Corporações Mais Sustentáveis no ranking Global 100 de 2019, da Corporate Knights. O anúncio foi feito hoje (22), no Fórum Mundial Econômico em Davos, na Suíça. Dentre as mais de 7.500 empresas avaliadas, o BB ficou em primeiro lugar no segmento financeiro e em oitavo no ranking mundial. Segundo o BB, um dos destaques do banco para a classificação na lista de 2019 foi a alocação de R$ 193 bilhões em setores da chamada economia verde, que tem como caraterísticas a baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social. O Global 100 é um índice que classifica as empresas pela excelência em sustentabilidade, considerando as dimensões econômica, social e ambiental. A metodologia de avaliação é baseada em 21 indicadores de desempenho como: práticas de governança corporativa; racionalização de recursos naturais, resíduos e emissões; gestão de fornecedores; boas práticas com funcionários; capacidade de inovação; receita obtida de produtos ou serviços com benefícios sociais ambientais, entre outros. Para determinar o ranking, foram analisadas 7.536 empresas de 21 países diferentes com base em dados públicos (dados financeiros e relatórios de sustentabilidade, dentre outros) e por meio do contato direto com empresas com ações negociadas em bolsas de valores, com receita bruta anual superior a US$ 1 bilhão e questionário específico, onde as empresas selecionadas são convidadas a complementar suas informações.

Agência Brasil